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Marketing Digital

SEO On Page em 2016 – Polêmico Estudo Revela o que Realmente Funciona e o que é Lenda

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SEO Onpage

O algoritmo do Google está evoluindo o tempo todo.

Quem pratica SEO há muito tempo, deve se lembrar de quando bastava você “encher” sua página com um monte de palavras-chave as quais você queria rankear e … pronto – lá estava ela bem posicionada nas buscas por aqueles termos.

Obviamente isso era muito fácil de se manipular e algo precisava ser feito …

Em 2016, o cenário é completamente diferente. Nós vivenciamos uma “nova era” do maior buscador do mundo, com melhorias como Hummingbird, RankBrain, busca semântica e muitas outras já implementadas. O Google evoluiu e hoje analisa muito além do fato da sua página possuir ou não a palavra-chave pesquisada no título, para classificar seus resultados de busca.

Muito diferente de anos atrás, agora é possível encontrar páginas entre as TOP 10 do buscador, em que o termo pesquisado não apareça em nenhuma parte do conteúdo.

Isso significa que você não precisa mais se preocupar com a otimização das suas páginas e pode deixar que o Google, sozinho, descubra sobre o quê “você fala”, certo? CLARO QUE NÃO!

Um estudo conduzido pela Ahrefs, analisou a correlação entre diferentes fatores on-page conhecidos e os resultados do Google, para 2 milhões de buscas de palavras-chave aleatórias.

Embora correlação não seja causalidade, as conclusões são muito interessantes. Para alguém como eu, que acompanha essa área há anos (já conhece minha história?), esse estudo foi um verdadeiro choque! Muitos paradigmas que eu assumia como “verdades absolutas” foram quebrados por essa análise.

Imediatamente fui atrás do Tim Soulo, autor do post original e pedi a autorização dele para traduzí-lo para o português e compartilhar aqui com você e com a minha audiência.

O que é SEO On-Page?

seo on-page

SEO on page é um conjunto de práticas que você pode aplicar às páginas do seu site para melhorar seu ranking nos resultados dos buscadores.

A maioria dessas práticas, ensinadas em sites “por aí”, focam na utilização da palavra-chave exata que você tem como “alvo” da otimização, em lugares “estratégicos” da sua página: no título, nas headlines (H1, H2, etc), na meta-descrição, no início e fim do artigo, etc.

Porém, esse tipo de conselho está desatualizado, já que em 2016 o algoritmo do Google já é sofisticado o bastante para entender sinônimos (e o assunto da página como um todo), o que significa que você não deve ficar mais obcecado em utilizar a correspondência exata daquela keyword, em tudo quanto é lugar do seu conteúdo (e cá entre nós, isso gera textos extremamente chatos de serem lidos).

Quando alguém que está começando agora no SEO pega um termo-chave que gostaria de posicionar e analisa a SERP (nome que damos as páginas dos resultados de uma busca), pode se deparar com 10 páginas que não têm NADA do que pregam as práticas conhecidas de SEO on-page.

rankear no google

O pensamento é claro: “Opa! Bela oportunidade! Tá fácil de posicionar meu site aqui com minha página perfeitamente otimizada!”.

Receio que não …

O fato dessas páginas que aparecem no TOP 10 não possuirem a palavra-chave EXATA em um monte de lugares “estratégicos”, não significa que elas não sejam perfeitamente relevantes para aquela pesquisa.

De acordo com os dados do estudo, o uso da palavra-chave exata no título, na URL, na tag H1 ou mesmo dentro do conteúdo real da página, não tem uma correlação significativa com os rankings do Google.

Se estudássemos o uso de correspondências parciais e sinônimos, os resultados provavelmente seriam diferentes.

Mas o SEO onpage não consiste somente no uso da palavra-chave que você deseja ranquear no conteúdo da página, certo?

Isso implica também em algumas otimizações “gerais” que devem fazer sua página melhor aos olhos dos buscadores (e dos visitantes) tais como:

  • velocidade de carregamento;
  • uso de https (protocolo de comunicação segura);
  • tamanho do seu conteúdo;
  • links externos para sites de qualidade;
  • etc.

Então, vamos dar uma olhada nas correlações de todos esses fatores e compará-los também a outros fatores importantes, como os links que apontam para suas páginas ao redor da web.

Como os Fatores On Page Estão Correlacionados ao Ranking do Google

ranking google top 10

Neste ponto eu gostaria de mencionar mais uma vez: correlação não é causalidade.

As correlações mostram características comuns das páginas que tendem a aparecer bem classificadas, mas elas não implicam necessariamente que essas páginas estão bem classificadas exclusivamente por causa dessas características.

A correlação é medida em uma escala entre -1 e 1 em que 0 significa que não há nenhuma correlação.

fatores relacionados pagina on-page

Como você pode ver no gráfico, todos os fatores de SEO on-page mais populares dificilmente atingem a marca de 0,1.

Você pode perceber claramente que o uso do termo-chave EXATO em vários locais estratégicos, como se “prega” até hoje por aí, tem uma correlação baixíssima com os resultados.

IMPORTANTE
Esse estudo não avaliou a correlação de palavras-chave com correspondência parcial, sinônimos ou da tecnologia LSI (Latent Semantic Indexing).

Outro gráfico interessante compara os fatores on-page a fatores off page, relacionados ao número de links que apontam para o domínio e para a página:

fatores off page vs on page

Note a enorme diferença nas correlações. Isso sugere que os backlinks têm uma influência muito maior no ranking da sua página, que o uso da palavra-chave exata no seu conteúdo.

Mesmo que os dados da pesquisa sugiram que o uso da palavra-chave exata na sua página tem uma correlação muito baixa com os rankings do Google, isso não significa que você deve abster-se completamente de usá-los.

Vamos olhar para cada fator onpage e debater se você deve ou não se preocupar com cada um deles.

Uso da Palavra-Chave Exata

Primeiro, vamos dar uma olhada em como uso da palavra-chave exata, em posições “estratégicas” da sua página, correlaciona-se com os rankings.

1. Palavra-chave no Domínio

palavra chave no dominio fator onpage

Em 2012, o Google lançou uma atualização com a intenção de diminuir o valor dos chamados EMDs (Exact Match Domains). A idéia era prevenir que sites de baixa qualidade tivessem bons rankings, apenas por ter o termo exato da pesquisa aparecendo no domínio.

Ao olhar para o gráfico obtido na pesquisa, pode parecer que os EMDs ainda “estão no jogo”, porque há claramente um “salto” na primeira posição.

Eu acredito que esse “salto” é causado pelas chamadas “palavras-chave de marca”.

Por exemplo , se você pesquisar no Google por “addicting games”, vai notar que este é realmente um nome de uma marca para um site de jogos popular, que está classificado na primeira posição para o termo:

addicting games

A correlação de 0,0877 pode parecer muito alta (em comparação com outros fatores on page), mas se calculássemos esse valor sem considerar a posição #1, certamente cairia muito.

Note ainda, que foi considerada na análise, o fato do domínio apenas conter a palavra-chave e não uma correspondência exata com a pesquisa realizada.

Recomendações

Você pode focar em uma certa palavra-chave forte, utilizá-la em seu nome de domínio e construir sua marca “ao redor” dela?

SIM, você pode!

Repare como eu fiz isso ao lançar um plugin de WordPress chamado “Content Upgrades PRO”, que foi registrado com o domínio “contentupgradespro.com”.

Ele ranqueia muito bem para a palavra-chave “content upgrades” – apesar do fato de que não consegue “bater” o artigo do Brian Dean, que nem mesmo é otimizado para esse termo (mas tem toneladas de backlinks apontando para ele).

content upgrades

O uso da palavra-chave nos domínios ainda é um sinal de classificação forte? Acho que não e a tendência é isso diminuir cada vez mais.

2. Palavra-chave na URL

uso palavra chave na URL

Curiosamente, diferente de todos os fatores on page que estudamos, relacionados ao uso da palavra-chave no conteúdo, este foi o único que mostrou uma correlação negativa.

Então, isso quer dizer que o Google não usa palavras-chave na URL como um fator de classificação?

Bem, recentemente John Mueller, do Google, declarou o seguinte:

Eu acredito que é um fator de classificação muito pequeno. Não é algo que eu diria que ainda vale o seu esforço para reestruturar todo o seu site, apenas para colocar as palavras-chave em suas URL’s.

Recomendações

Sou um grande defensor das chamadas “URLs descritivas” ou “URLs amigáveis”, mas o motivo disso, vai muito além do puro SEO:

  1. Você pode copiar e colar uma URL desse tipo em qualquer chat e as pessoas vão saber do que se trata aquela página, antes mesmo de clicarem no link
  2. Quando outro site utilizar esse tipo de URL, como texto do link que aponta para a sua página, a palavra-chave será parte automaticamente desse hiperlink, o que contará positivamente para você.
  3. O Google vai destacar a palavra-chave que o usuário está procurando, junto ao resultado da busca. Isso atrai a atenção do usuário para a sua página.

Então, se você ainda está usando URLs que parecem com:

  • www.meuecommerce.com/?product_id=7924Gh

… você definitivamente deve repensar esse formato.

Mas, assim como John Mueller declarou, não acredito que a mudança de suas URLs atuais, no sentido de incluir a palavra-chave alvo, terá como resultado uma melhora significativa dos seus rankings.

3. Palavra-chave no Título (tag Title)

uso palavra-chave no titulo pagina

Como você pode ver neste gráfico, a grande maioria das páginas classificadas na primeira página do Google não tem a palavra-chave exata no título (na tag title).

Então isso significa que se você se deparar com uma SERP, que não apresente a palavra-chave no título das páginas, tem uma oportunidade de fácil otimização a frente?

Creio que não!

Recomendações

Busque por uma palavra-chave no Google e você vai reparar que, mesmo que o termo apareça de forma exata no título dos resultados, ele não aparece mais de forma destacada (em negrito) como antes:

titulo serp

Isso pode ser uma “dica” de que o Google não está mais dando tanta importância ao fato da sua página ter ou não a keyword exata no seu título.

Parece que o buscador quer que os usuários leiam de fato os títulos, antes de tomarem a decisão de clicar ou não em um deles, sem que sua atenção seja “roubada” pelo destaque da keyword exata.

Então, você deve colocar ou não o termo-alvo no título da sua página?

Isso depende…

Certamente, você pode conseguir criar um título matador, sem utilizar o termo e ainda assim, rankear bem.

Repare abaixo, que título interessante aparece quando alguém busca por “horários de vôos mais baratos”. O título é altamente chamativo e aderente à intenção de busca: “O horário do dia importa, quando você quer reservar sua passagem?”

serp sem keyword titulo

Mas usar a palavra na tag Title pode fazê-la rankear melhor?

Provavelmente não, a menos que sua página não tenha quase nenhum conteúdo nela e o título seja a única “pista” que o Google possa levar em consideração.

4. Palavra-chave no Início do Título

uso keyword inicio titulo

Eu queria estudar esse fator de classificação de forma isolada e, por isso, só olhei para as SERPs onde a palavra-chave estava presente nos títulos de todas as páginas do Top 10.

Esse experimento resultou em uma correlação positiva muito pequena.

Recomendações

Os números de correlação por trás deste experimento sugerem que o Google pode realmente utilizar este como um de seus fatores de classificação (um daqueles tipos muito, muito fraquinhos).

Eu acredito que o uso de uma palavra-chave de correspondência exata, no início de seu título, não lhe dá qualquer vantagem significativa sobre as páginas concorrentes e que não utilizam essa prática.

5. Palavra-chave na Meta Descrição

Antes de tudo, nós estudamos quantas páginas nas SERPs da nossa amostra, tinham a tag “meta description” preenchida – mais de 70% dos resultados não possuem essa descrição.

Isso implica que o preenchimento dessa tag não é crucial para os rankings.

Colocamos então uma “lupa” sobre as SERPs em que todos resultados do TOP 10 tinham essa tag preenchida, com a intenção de investigar se o uso da palavra-chave exata aqui tem alguma correlação com os rankings.

correlação keywords meta description
Mais de 50% de todas as “meta-descriptions” do TOP 10 não têm a palavra-chave exata nelas e a correlação com os rankings do Google é muito próxima de 0 (zero).

Recomendações

Você deve preencher a tag “meta-description” para todas as páginas do seu site?

Eu diria que isso é recomendado, mas não crucial para figurar bem nos rankings.

Na maioria dos casos, o Google irá omitir a sua descrição e apenas “puxar” um curto trecho do conteúdo da sua página, que ele considera mais relevante para a consulta específica do usuário:

meta descrição não correspondente

meta descrição correspondente
Eu não acredito que o uso da palavra-chave exata na sua “meta descrição”, vai melhorar o ranking de sua página.

Você não deve levar muito em conta esse fator, quando estiver analisando suas chances de posicionar bem para uma determinada keyword.

6. Palavra-chave na Headline (tag H1)

uso palavra-chave headline h1

85% das páginas nas SERPs do Google analisadas, não possuem a palavra-chave exata em suas headlines H1.

Nossos dados mostraram que mais de 70% das páginas que estão no Top 10 do Google, não possuem nem mesmo tags H1!

Infelizmente, a maioria dos desenvolvedores web ainda não estão familiarizados com os conceitos básicos de SEO.

Recomendações

Se eu recomendo que você utilize a palavra-chave alvo na headline de sua página?

Sim, com certeza!

Mas aqui estão os motivos:

  1. Ter uma estrutura de títulos adequada, melhora a experiênca do usuário e a “escaneabilidade” das suas páginas. Dessa forma, eles podem rapidamente reconhecer que “estão no lugar certo” e então, mergulhar “mais fundo” na leitura do conteúdo como um todo. Isso se traduz positivamente em outros fatores de rankeamento comportamentais (tempo de permanência na página, etc).
  2. Utilizar as palavras-chave na headline principal (H1), influencia na forma como as pessoas linkam pra você. Elas geralmente utilizam esse título em destaque no texto dos links criados. E como você já sabe, o texto dos seus backlinks (assim como o que os rodeia), tem um certo impacto nos termos para os quais sua página irá rankear.

Agora, o uso da palavra-chave exata na tag H1 da sua página, é razão suficientemente forte para a classificação em si?

Não, eu não penso assim.

A menos, é claro, que a tag H1 seja um dos poucos conteúdos textuais e exclusivos existentes em sua página e a palavra-chave que você está buscando posicionar, seja de cauda (muito, muito) longa.

7. Palavra-chave na Subheadline (tag H2)

uso termo chave subtitulos h2

Desta vez, mais de 93% das páginas rankeadas no TOP 10 do Google, não possuem a palavra-chave em quaisquer de suas tags H2.

Portanto, a recomendação será muito simples.

Recomendações

Eu não acho que o uso do termo-chave exato nos subtítulos da sua página (H2), levarão a qualquer aumento significativo no seu ranking.

Assim, ao escrever subtítulos, eu aconselho você a pensar em seus leitores e não nos buscadores.

8. Palavra-chave no Conteúdo

ocorrencia palavra-chave conteudo SEO

A pesquisa mostra que 75% das páginas rankeadas no Top 10 do Google nem sequer mencionam a palavra-chave exata em seu conteúdo (baseado nos dados da amostra).

A correlação deste fator com os rankings é próxima de 0 (zero).

Inicialmente, pensávamos em estudar a correlação do que antigamente era chamado de “densidade da palavra-chave”, mas após ver esse número, perdeu o sentido fazer isso.

Recomendações
O Google classificou o RankBrain como o “terceiro fator mais importante no algoritmo de rankeamento, junto com os links e o conteúdo”.
Essa é claramente mais uma dica para nós, que lidamos com SEO, pararmos com essa “obsessão” sobre quantas vezes devemos usar a palavra-chave exata em uma página. Devemos nos concentrar, ao invés disso, em atender perfeitamente a intenção do usuário por trás de uma determinada pesquisa no buscador.

9. Palavra-chave nas Primeiras 100 Palavras do Conteúdo

uso keyword primeiras cem palavras pagina

Para estudar essa correlação, foram analisadas SERPs em que todos os 10 resultados tivessem, pelo menos, 1 ocorrência da palavra-chave no conteúdo.

E em 80% dos casos, nós percebemos a ocorrência dela entre as primeiras 100 palavras.

Portanto a correlação parece ser inexistente.

Recomendações

Minha recomendação aqui não é diferente das anteriores.

Quando estiver escrevendo o conteúdo da sua página, você deve, antes de mais nada, focar em resolver o problema de quem fez aquela busca, ao invés de se preocupar com o lugar em que a palavra-chave exata aparece no seu conteúdo .

10. Palavra-chave no atributo ALT das Imagens

uso palavra chave atributo alt imagens

A grande maioria (mais de 70%) das páginas no TOP 10 do Google, não possui a palavra-chave na tag “alt” de uma de suas imagens. Mais ainda: mais de 50% das páginas vistas no TOP10, não possuem sequer o atributo ALT das imagens preenchidos.

Repare que foram estudadas apenas resultados relativos a busca regular do Google.

Para o buscador de imagens (Google Image Search), os resultados mostrariam uma correlação provavelmente bem diferente.

Recomendações

O atributo “alt” deve ser utilizado para descrever o que está na imagem.

Isso porque seu uso é destinado a casos em que sua imagem não carregue por algum motivo, ou para visitantes com deficiência utilizando algum tipo de leitor de tela.

Embora não seja alvo deste estudo, atributos “alt” bastante descritivos ajudarão sua imagem a rankear melhor no Google Image Search.

Daí, utilizar uma descrição nada a ver, apenas para “burlar” o buscador, não faz sentido na minha opinião.

Agora, vamos dar uma olhada em outros fatores on page, não associados ao uso em si da palavra-chave exata no conteúdo.

Fatores On Page “Genéricos”

Nessa sessão nós vamos dar uma olhada nos fatores on page que são independentes da palavra-chave que você quer ranquear.

Em alguns casos, eles demonstram uma correlação muito maior com o ranking, que fatores “dependentes das palavras-chave”.

Porém, a correlação continua baixa quando comparada a fatores “off-page” (links principalmente).

1. Idade da Página

idade pagina como fator on page seo

De todos os fatores onpage analisados, esse foi o que apresentou maior correlação com os resultados do Google.

Nota Importante: Não considere o fato de “uma página mais velha ter mais tempo para ganhar mais links” como fator de influência para este gráfico. O fator “idade da página” foi estudado a partir de SERPs compostas por páginas com quantidade similar de links, o que exclui  essa possível interferência.

Nós também estudamos esse fator de outro ângulo: olhando o percentual de páginas com menos de 1 ano.

E aqui está o que obtemos:

influencia tempo pagina resultados google

Recomendações

Os dados acima (assim como minha experiência prática) sugerem que conteúdo recém-publicado, leva algum tempo para alcançar a primeira página do Google.

Portanto, se você precisa crescer seu tráfego orgânico rapidamente, considere investir seu tempo em páginas mais antigas do seu site, que já estão ranqueando para algumas keywords.

Com um pouco de esforço, você poderá melhorar o posicionamento delas nos resultados das buscas atuais e de buscas relacionadas.

Veja como:

  • Atualize o conteúdo dessas páginas, tornando-as atualizadas sobre aquele tópico;
  • Garanta que sua página resolve a “intenção do usuário ao fazer aquela busca”, de uma forma melhor que aquelas que já estão no TOP 10.
  • Altere a data da última atualização daquela página;
  • Promova a página novamente, como se fosse uma nova página;
  • Construa novos links para ela.

2. Uso de HTTPS

influencia do https ranking do google

Mais de 80% das páginas que estão em primeiro lugar no ranking do Google, não são seguras (com base em nossa amostra de dados).

Mas, ao mesmo tempo, você pode ver claramente, que o percentual de páginas seguras nas posições de 1 a 3, é visivelmente maior do que nas posições de 4 a 10 .

Portanto, você deve considerar a mudança para https? Vejamos:

Recomendações

Vamos “voltar no tempo”: em 2014 o Google declarou oficialmente que utilizaria o HTTPS como um dentre os milhares fatores de ranqueamento.

Nossa análise confirma que há correlação (ainda que baixa), entre o “https” e os resultados dessa ferramenta de busca.

É por isso que eu recomendo que você torne seu site seguro.

Especialmente no caso de você coletar qualquer tipo de dados pessoais de seus visitantes.

Para ser honesto, é muito improvável que uma mudança para “https” vai levar a um aumento significativo nos seus rankings, mas, pelo menos, os visitantes vão notar o cadeado junto ao seu endereço na web e perceber seu site como mais confiável.

3. Tempo de Carregamento da Página

tempo carregamento fator ranqueamento google

No ano passado nós escutamos alguns rumores de que o Google poderia parar de considerar a velocidade de carregamento das páginas como um de seus fatores de ranqueamento.

De acordo com os resultados da nossa análise, a correlação deste fator on page com melhores posições nas buscas, é muito pequena.

Recomendações

Eu acredito que se o seu site é extremamente lento, a ponto de irritar seus visitantes, seria muito justo que o Google desse (um pouco) mais de relevância a outros sites mais rápidos do que o seu.

Mas se seu site carrega “rápido o suficiente” para manter seus visitantes felizes, otimizá-lo ainda mais e reduzir algumas dezenas de milissegundos pode não ser a melhor maneira de priorizar seu tempo e seus recursos.

4. Tamanho do Conteúdo

tamanho conteudo vs seo

Esse fator teve a segunda melhor correlação entre todos os fatores de SEO onpage, analisados nesse estudo (o primeiro foi a “idade” da página).

Convencionou-se em algum momento, que conteúdos longos (que tendem a atrair toneladas de backlinks e compartilhamentos sociais) são aqueles que possuem pelo menos 1.500 palavras.

Mas note que o “valor médio” do tamanho do conteúdo encontrado nas páginas que ocupam a primeira posição é de 800 palavras – isso é um conteúdo longo?

Rand Fishkin, um dos profissionais de SEO mais respeitados do mundo, tocou justamente nesse ponto, afirmando nesse artigo que “Conteúdo de Qualidade ≠ Conteúdo Longo”.

Minha recomendação está totalmente alinhada com essa idéia.

Recomendações

Mesmo que os nossos dados mostrem uma correlação relativamente alta entre o tamanho do conteúdo e os rankings do Google, acredito que tornar o seu conteúdo propositadamente longo, tendo como meta unicamente uma classificação mais elevada, é uma ideia terrível.

Nas palavras de Antoine de Saint Exupéry :

A perfeição é atingida, não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada para tirar.

Portanto, não torne suas páginas mais extensas apenas com o propósito de SEO.

Se você quer adotar conteúdos mais longos, foque na resolução de mais problemas relacionados a intenções de busca do seu público.

Crie mais mais valor com menos palavras.

5. Tamanho da URL

tamanho url como fator on-page

Nós estudamos a parte da URL que começa onde o nome do domínio termina:

  • dominio.com/url-curta
  • dominio.com/essa-url-e-muito-maior-que-a-de-cima

Como você pode analisar pelo gráfico acima, URLs mais curtas tendem a alcançar uma classificação melhor.

Depois, nós estudamos se há alguma correlação entre o número de “pastas” ou “diretórios” na URL e os rankings:

numero diretorios url correlacao serp

O número de “diretórios” foi contabilizado da seguinte maneira:

  • http://dominio.com ( Diretórios = 1)
  • http://dominio.com/folder1 ( Diretórios = 2)
  • http://dominio.com/folder1/folder2 ( Diretórios = 3)

Os resultados desta experiência estão alinhados aos da anterior.

De alguma forma, URLs com menos “pastas” tendem a classificar melhor.

Recomendações

Mesmo que tenhamos encontrado uma pequena correlação aqui, que dá “preferência” a URLs mais curtas, eu não acredito que este seja um fator significativo para o ranking.

Ainda assim, recomendo que você mantenha suas URLs curtas, mas por razões relacionadas à experiência do usuário e não porque isso irá ajudá-lo a atingir uma classificação mais elevada nas buscas.

6. Links externos para sites que possuem autoridade

links externos sites possuem autoridade

Nós sempre ouvimos dizer que os links externos não são um dos fatores de ranqueamento no Google, certo?

Mas alguns indícios mostram que eles realmente são.

Nosso próprio experimento, resultou em uma pequena correlação positiva entre páginas que apontam para sites que possuem autoridade (DomainRating – DR – acima de 70 na ferramenta AHREFS) e as posições nos resultados do mecanismo de busca analisado.

Isso significa que ter ou não links para sites que possuem autoridade pode ajudar você ranquear melhor?

Recomendações

Mesmo que nós tenhamos visto uma correlação positiva aqui, ela ainda é muito insignificante.

Provavelmente, em alguns casos, quando o algoritmo do Google não encontra outros sinais de classificação relevantes entre os sites candidatos ao resultado, ele pode sim levar isso em conta .

Pelo sim pelo não, se for viável ao longo do seu conteúdo citar fontes, pesquisas ou outras referências a sites externos de qualidade, faça-o.

7. Links Quebrados

links quebrados como fator onpage

Links quebrados são considerados uma “má experiência para o usuário”. A existência desses links em suas páginas, poderia ser passível de “punição” pelo Google.

De acordo com os dados da pesquisa, apenas 2% das páginas que aparecem no TOP 10, possuem links quebrados.

Recomendações

Obviamente, eu não recomendo que você tenha links quebrados no seu site.

Eu não acredito que o Google vai penalizá-lo por esse tipo de ocorrência, mas tenho certeza que seus visitantes ficarão frustrados quando clicarem em um deles :-(

8. Compartilhamentos Sociais

Desde que nossas “amadas redes sociais” começaram a contar o número de compartilhamentos que uma página gerou, a comunidade de SEO foi “invadida” por rumores e indagações sobre se o Google estaria usando esses números como um dos seus fatores de classificação.

Por isso, decidimos analisar quantas das páginas que aparecem na primeira página de resultados, têm pelo menos 1 compartilhamento social em qualquer das principais redes.

E aqui está o que encontramos:

paginas compartilhamento social posicao google
Cerca de 70% das páginas que são vistas no TOP 10, não têm nenhum compartilhamento (com base na amostra de dados analisada).

No entanto, há uma pequena correlação positiva entre ter pelo menos 1 compartilhamento e um ranking superior.

Então, nós “cavamos um pouco mais profundamente” e estudamos a correlação entre o número de compartilhamentos em cada rede social individualmente e o ranking.

Dê uma olhada no resultado:

correlacao redes sociais ranking Google

O número de compartilhamentos nas redes sociais, tem uma correlação bastante chamativa (comparando com outros fatores on page analisados).

Mas não vamos esquecer que correlação ≠ causalidade e, que poderia facilmente ser entendido como: as pessoas compartilham essas páginas mais frequentemente, porque elas aparecem melhor classificadas no Google e consequentemente atraem mais visitas.

Recomendações

É muito difícil provar que o número de ações sociais tem alguma influência sobre o ranqueamento.

Nossos dados (assim como nosso “sexto sentido”) nos dizem que isso pode realmente ser um fator de classificação, mas ao mesmo tempo, eu admito que é um sinal que pode ser muito facilmente falsificado e, portanto, não levado tão a sério pelo buscador.

Relevância

A relevância da sua página para uma dada pesquisa é algo que não foi analisado nesse estudo. Porém, nós acreditamos que isso tem um “peso” muito mais significativo do que o uso da palavra-chave exata ao longo do seu conteúdo.

Vamos analisar, como exemplo, a SERP para a keyword “guest posting” (Google USA).

serp para guest post

Claramente, o Google entende que “guest posting”, “guest blogging” e “guest writing” são coisas muito parecidas e é por esse motivo que quando você pesquisa por qualquer uma delas, provavelmente vai se deparar com as mesmas páginas ocupando o TOP 10 (talvez de uma forma ligeiramente diferente).

A Relevância “bate” os Backlinks

Aqui está um caso legal, discutido num fórum sobre Onpage SEO vs Backlinks…

Busca no Google USA por “chocolate labrador” (labrador da cor chocolate, na tradução literal):

serp-chocolate-labrador

Como páginas que possuem 19 e 26 backlinks vencem páginas com 278 e 1.100 referências?

Porque elas são mais relevantes!

As 2 primeiras páginas ranqueiam tão alto com menos backlinks porque elas falam ESPECIFICAMENTE sobre “labradores chocolate”.

Esses dois artigos são inteiramente dedicados a cães DESTA raça específica e DESTA cor.

E os outros 2 artigos destacados na imagem?

São páginas que tratam da raça labrador de uma forma AMPLA e mencionam de forma superficial “labradores da cor chocolate”.

Elas provavelmente estão na primeira página porque não existem outras com conteúdo relevante, falando especificamente sobre esse tema.

Além disso, ambas tem um número considerável de backlinks para serem ignoradas pelo Google, mesmo que sejam tão genéricas.

Quando o Uso da Palavra-Chave Exata pode Fazer a Diferença?

A otimização através do uso da palavra-chave exata ainda funciona quando há falta de conteúdo sobre o assunto e poucos backlinks apontando para os resultados atuais da busca.

De forma mais direta: quando a concorrência é baixa! Para keywords de cauda longa por exemplo, que são muito menos concorridas que termos “cabeça” com grande volume de buscas mensais.

Na falta de outros “sinais” mais relevantes (links, conteúdo, etc), o Google pode sim recorrer a presença da keyword no título, tags H1 e outros fatores on-page.

Conclusão Pessoal

Como eu disse no início desse artigo, essa pesquisa me causou certo espanto na primeira vez que acessei o material.

Muitas conclusões não foram lá muito “confortáveis” pra mim. No entanto, dados são dados e toda quebra de paradigma trás esse desconforto. É como se o cérebro dissesse: “Mas eu faço isso a tanto tempo! Vou ter que reaprender SEO do zero?”.

O que está claro aqui (e faz todo sentido) é que a cada dia que passa, o Google entende melhor o significado de conteúdo + experiência do usuário e que os “fatores” tradicionais, que facilmente eram manipulados, estão tornando-se cada vez menos relevantes.

Não dá mais pra simplesmente colocar o termo alvo em alguns lugares estratégicos e esperar sua página ser ranqueada por causa de uma otimização perfeita – (in)felizmente esses dias acabaram!

Você deixará de fazer SEO Onpage? Certamente não – isso ainda faz parte do jogo, principalmente porque o “dever de casa” bem feito nunca foi uma questão apenas de posicionamento. Quem sempre pensou no SEO como uma maneira de melhorar a experiência do visitante, sabe que isso vai muito além de colocar keywords no título, etc.

Isso também nos trás “paz de espírito” – você não precisa mais ser aquele neurótico que se depara com uma classificação laranja no YOAST do WordPress e acha que é sinal de morte!

Concorda?

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Sobre o Autor - Allan Peron
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